segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

CP oferece viagens a pessoas com necessidades especiais

CP oferece viagens a pessoas com necessidades especiais

"Assinala-se no próximo sábado o Dia internacional das Pessoas com Deficiência. Para marcar a data a CP vai oferecer viagens gratuitas a todos os cidadãos com necessidades especiais. A iniciativa estende-se a toda a rede nacional, quer a nível suburbano, quer de longo curso.


Num comunicado divulgado no seu site, a empresa de Caminhos de Ferro portugueses anuncia que vão ser disponibilizadas deslocações gratuitas a todos os cidadãos com algum tipo de deficiência durante todo o dia 3 de Dezembro. Além dos clientes com necessidades, também o respetivo acompanhante terá direito a uma viagem gratuita.
A ação estende-se a todos os comboios da CP e a todas as linhas do país. Para aceder ao serviço basta que apresente na hora da compra do bilhete a "Certidão Multiusos, o Cartão de Deficiente ou o Cartão de Deficiente das Forças Armadas", esclarece a nota.

A CP disponibiliza ainda acompanhamento no embarque e desembarque dos cidadãos que não se façam acompanhar por mais ninguém. Essa ajuda deve ser requisitada até 48 horas antes da viagem através do serviço SIM - Serviço Integrado de Mobilidade.
O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência assinala-se desde 1998, altura em que foi instituída pela ONU. O objetivo da data é promover uma maior compreensão dos assuntos relacionados com a deficiência, assim como defender a dignidade e direitos destas pessoas."

In: Boas Notícias

domingo, 4 de dezembro de 2011

Comunicação alternativa

Aplicativo para iPhone que facilita a comunicação de crianças com NE


Imagem ilustrativa desta notícia
Martin Brooks é um pai britânico que fez uso da tecnologia disponível do iPhone para criar uma nova maneira de se comunicar com a sua filha.
Mia, de 5 anos, tem paralisia cerebral, ainda não anda, não fala e não tem controlo sobre os movimentos do corpo. A única forma de expressão de Mia é o olhar.
De acordo com o jornal Daily Mail, Martin inspirou-se no slogan do iPhone - “um aplicativo para tudo” - para criar um programa que permite que a filha expresse as suas vontades ao olhar para uma imagem no ecrã do telemóvel.
Martin não é programador nem nenhum especialista em conteúdo digital, mas gosta de tecnologia e luta por progessos que facilitem o dia-a-dia da sua filha.
O aplicativo funciona da seguinte forma: As diferentes imagens são representativas das necessidades cotidianas, como comer, ir à casa-de-banho e beber água. Além disso, a criança ouve a voz dos pais todas as vezes que selecciona uma das imagem.
O programa está à venda no site da Apple e já foi adequirido por mais de 1.300 usuários
.

Basta uma curta viagem por este site, para descobrirmos um pouco do enorme mundo das tecnologias adaptadas às pessoas com necessidades especiais. É realmente admirável o quanto as tecnologias alteraram as nossas vidas. É caso para se dizer que toda a incapacidade tem uma solução à espera de ser descoberta.

As TIC ao serviço das necessidades especiais

Foi o título "A chave que abre as portas ao mundo" que me despertou o interesse. Ao aceder ao link deparei-me com um site que apresentava o projecto Magickey. Começava assim: O desenvolvimento do Projecto MagicKey começou em 2005 no Instituto Politécnico da Guarda em resposta a um desafio concreto de encontrar uma forma eficiente de interacção com o computador para pessoas que não poderiam utilizar os membros superiores. Para aqueles que são alheios a esta problemática, pode parecer-lhes de pouca importância, a necessidade de um computador, para uma pessoa com limitações ao nível da mobilidade. Na verdade um computador por si mesmo não tem um valor tão inestimável quanto isso. Porém, quando equipado com os produtos adequados pode ser de extrema importância. Reparem nesta jovem: http://www.magickey.ipg.pt/Projecto.aspx. É incrivel a sua felicidade. Na verdade foram portas que se abriram.

Fonte: http://www.magickey.ipg.pt

sábado, 3 de dezembro de 2011

O papel da criatividade

Durante o mês de Novembro e Dezembro tive a oportunidade de participar na minha primeira formação desenvolvida através do modelo e-learning. O tema centrava-se no papel da criatividade e era destinado a professores, formadores, treinadores,etc. Inicialmente inscrevi-me pois o tema interessa-me bastante, mas também porque a formação era totalmente grátis. Nunca depositei grandes expectativas no "curso", até porque era ministrado em inglês, mas como não tinha nada a perder, decidi inscrever-me. O curso deveria ser completado em duas semanas, mas eu no primeiro dia absorvi toda a matéria nele contida. Foi tão interessante que nem quis acreditar que já tivesse terminado.
Estou ansiosa por partilhar alguns conhecimentos com os interessados e espero receber um feedback.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O COMEÇO...

Na infância, existem aqueles encontros que, apesar de extremamente interessantes aos olhos dos nossos pais, a nós já sabiam a aborrecidos. Falo do colega da mãe, que encontrado na rua logo começa por comentar o desenvolvimento daquela criança e que  como todos já sabemos, mas parece que nunca nos cansamos de repetir, que o tempo passa e ninguém dá por ele. As conversas do costume, que enchem os nossos de orgulho, expondo as nossas habilidades e gracinhas. Quando esses colegas se dignam a disfarçar algum interesse por aquelas criaturinhas, surgem as típicas perguntas. Fatalmente, quanto mais novos mais certezas temos do nosso futuro e até os adultos já querem fazer um juízo de valor sobre as nossas aspirações futuras e, quando algum pequeno responde que quer ser bombeiro, polícia ou futebolista, todos sorriem com condescendência. Coitadinhos, não sabem o que dizem... Na realidade nunca cheguei a perceber se a minha resposta estava de acordo com as expectativas. E digo resposta pois era só uma "Quero ser professora como o pai e professora como a mãe!" Sempre sem hesitar e como se fosse a coisa mais natural do mundo. E até poderia ser pois o pai era professor de Educação Física, mas a mãe lidava com crianças muito deficientes. Numa época em que se começava a falar de inclusão, mas que a criança diferente era isso mesmo. Diferente.
Ultrapassam-se os medos e perseguem-se os sonhos... e assim, cá estou eu, na busca de um sonho de menina.

EQUIDADE E ACESSO À EDUCAÇÃO

Não há dúvida de que uma das características que indiciam o progresso educativo, relaciona-se com a resposta educativa que é disponibilizada a um número crescente de alunos com características diversas e que representam um grande desafio às escolas que os atendem.
O acesso à educação em estabelecimentos de ensino regular por parte de alunos com limitações acentuadas tem vindo a tornar-se uma realidade nacional. O movimento de reestruturação das escolas com vista a um atendimento mais eficaz das crianças que necessitam de apoio educativo complementar e de serviços complementares apropriados, parece deixar o campo da utopia e começa a entrar no campo da realidade. De acordo com o sítio do Ministério da Educação e Ciência, as principais prioridades de política educativa do XVIII Governo Constitucional assumem o papel central de educação e da qualificação dos portugueses na coesão social, no crescimento económico e na modernização do país. Promovem a igualdade de oportunidades no acesso à educação e ao conhecimento e o progresso do sistema educativo português, de modo a assegurar a todos uma educação de qualidade.
Mas será que é mesmo assim? Não será a inclusão apenas uma imagem de marca dos sucessivos governos?Estarão as escolas devidamente preparadas para acolher jovens com necessidades especiais? Estarão os professores devidamente sensibilizados para a necessidade de mudança? 
Este blog pretende ser um espaço de reflexão e partilha de ideias de ajuda à construção de uma escola de todos para todos.
Assegurar a todos a igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sem qualquer tipo de discriminação, é um princípio bem intencionado.