As novas TIC como um desafio

O entusiasmo das crianças com o computador é tanto, que se deve aproveitar esse facto para motivar as crianças. Verifica-se um enorme fascínio pelo ecrã: que prazer poderem mexer nos botões ou usar o rato e deslocar objectos pelo ecrã! Os aspectos positivos são evidentes:
  • O prazer da criança: ter uma "televisão" cuja imagem ela comanda e dirige, fazem-na esquecer completamente que está a trabalhar.
  • Manipular este aparelho exige à criança uma grande destreza a nível manual e estimula a sua capacidade de observar com atenção o que vai aparecendo no ecrã.
  • A criança é recompensada imediatamente se "trabalhar" bem, pois a correcta utilização do rato produz logo efeito no ecrã e, simultaneamente, ouvirá um som que lhe indica se operou como devia.
  • A acção correcta implica uma resposta positiva.
  • A acção errada gera também consequência que é agora negativa.
  • Segurança e precisão ao nível da motricidade fina, através da utilização do rato.
  • O computador dá sempre a mesma resposta à mesma pergunta, sendo um processo lógico que leva a criança à disciplina.
A utilização do computador traz enormes vantagens: seja para acelerar reacções, seja como elo de ligação com o mundo exterior para as crianças que por razões orgânicas não falam.
      Como utilizar o computador com uma criança com deficiência?
    Instale-a bem, de maneira a que veja perfeitamente o ecrã (a qualidade do ecrã é muito importante, atenção a este ponto).
    Qualquer que seja o nível da criança, começa-se por programas simples, pré-escolares - as respostas que exigem são as mais simples.
    Segure na mão da criança para ajudar a carregar, com o dedo, na tecla certa, ou para guiar o rato.
    Segue-se sempre do mesmo princípio: nas primeiras vezes faz-se todo o programa com a criança; depois aos poucos, vai-se diminuindo a ajuda.
    O tempo que durar esta aprendizagem não importa - o que é verdadeiramente fundamental é saber que, apartir daqui, ela tem acesso a uma infinidade de campos.
    As crianças gostam tanto de trabalhar no computador que há educadores que só utilizam este aparelho no final da aula, como recompensa.